"Psicólogo pode fazer propaganda?" Pode, e o receio exagerado de infringir a ética é o que deixa muitos profissionais invisíveis. O CFP permite a divulgação informativa e proíbe a mercantilização e a exposição. Saber exatamente onde está a linha traz a tranquilidade de aparecer sem medo. Veja o que pode e o que não pode.
O princípio do CFP
A divulgação do psicólogo deve ser informativa e sóbria, preservando a dignidade da profissão e, acima de tudo, o sigilo e o respeito ao paciente. Você pode se tornar conhecido e mostrar seriedade; o que não pode é transformar o cuidado psicológico em produto com promessa, ou expor quem confia em você.
O que o CFP PERMITE
- Identificação com nome e número de CRP (obrigatória na comunicação).
- Conteúdo educativo: falar sobre temas de saúde mental de forma cuidadosa e sem "receita".
- Informar abordagem, formação, público atendido e serviços (presencial e online).
- Presença no Google e nas redes com informação e conteúdo de valor.
O que o CFP NÃO PERMITE
- Promessa ou garantia de resultado/cura: "supere a ansiedade em 30 dias" e afins.
- Depoimento de paciente e exposição: vedado usar quem você atende como prova.
- Antes e depois: não cabe na psicologia e fere a ética.
- Sensacionalismo e apelo ao medo: dramatizar sofrimento para captar é proibido.
A dúvida dos depoimentos
É o erro mais comum e sensível. Mesmo com autorização, publicar depoimento de paciente ou expor a relação terapêutica fere o CFP e o sigilo. A prova da sua competência é o conteúdo que você produz, não a história de quem você atende. Construa confiança sem nunca comprometer o paciente.
Impulsionar posts, pode?
Pode, com cautela: o conteúdo impulsionado precisa ser informativo, sóbrio, com a identificação profissional, e sem promessa ou apelo ao sofrimento. Impulsionar "solução garantida" ou conteúdo que dramatiza é justamente o que a norma veda.
Exemplos práticos: pode ou não pode?
- Post explicando "o que é ansiedade e quando procurar ajuda": pode. É informativo e cuidadoso.
- Anúncio "supere a depressão em 8 sessões, garantido": não pode. Promete resultado e dramatiza.
- Vídeo com seu nome e CRP falando sobre luto: pode. Educa e se identifica corretamente.
- Depoimento de um paciente contando o caso dele: não pode. Expõe o paciente e fere o sigilo.
O padrão se repete: informar e educar é permitido; prometer, dramatizar ou expor quem você atende é vedado.
Como divulgar com tranquilidade
Fique com o conteúdo que educa e a presença que demonstra seriedade e humanidade. É o caminho permitido e o que mais gera confiança em quem procura ajuda. Veja como aplicar em como o psicólogo consegue pacientes e Instagram para psicólogos.
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Falar no WhatsAppPerguntas frequentes
Psicólogo pode fazer publicidade?
Pode, dentro das regras do CFP. É permitida a divulgação informativa, com nome e CRP, mas são vedadas a promessa de cura/resultado, o depoimento de paciente, o antes e depois e o sensacionalismo.
Psicólogo pode usar depoimento de paciente na divulgação?
Não. Mesmo com autorização, o CFP veda expor pacientes e usar depoimentos, para preservar o sigilo e a dignidade da relação terapêutica. A prova é o seu conteúdo, não quem você atende.
Pode prometer resultado na terapia?
Não. Promessa ou garantia de cura ou resultado (como 'supere a ansiedade em 30 dias') fere o CFP. A comunicação deve ser informativa e preservar a seriedade da profissão.
É obrigatório colocar o CRP na divulgação?
Sim. A identificação com nome e número de CRP é obrigatória na comunicação e na publicidade do psicólogo.