Sem etiqueta, você atende quem mandou mensagem por último, e quase nunca é quem está mais perto de fechar. Cinco etiquetas resolvem isso e levam dez minutos para criar.
O problema que elas resolvem
A caixa de entrada do WhatsApp é ordenada por tempo, não por importância. Cada mensagem nova empurra as anteriores para baixo, inclusive a conversa mais valiosa do mês.
Sem uma marcação, você não tem como saber, batendo o olho, quem pediu orçamento, quem já recebeu proposta e quem sumiu.
As cinco etiquetas que bastam
- Novo. Chegou e ainda não foi qualificado.
- Qualificado. Você já sabe o que ele quer e se tem perfil.
- Proposta enviada. Está com o preço na mão.
- Sem retorno. Parou de responder e entra na régua de follow-up.
- Cliente. Fechou. Entra no pós-venda.
Resista à vontade de criar quinze. Etiqueta demais é a forma mais comum de abandonar o sistema na segunda semana.
A regra que faz funcionar
Etiquetar na hora, ao encerrar cada conversa. Deixar para depois é o mesmo que não etiquetar, porque depois nunca chega.
Leva dois segundos e é o hábito que sustenta todo o resto.
Como isso muda o seu dia
Você para de abrir o WhatsApp e responder de cima para baixo. Passa a abrir a etiqueta "proposta enviada" primeiro, que é onde está o dinheiro mais próximo.
Uma ordem que funciona bem na prática:
- Proposta enviada há mais de dois dias.
- Qualificado esperando resposta sua.
- Novo do dia.
- Sem retorno, uma vez por semana em bloco.
Etiqueta de origem
Se você investe em anúncio, vale uma marcação a mais indicando de onde o contato veio: Instagram, Google, indicação, anúncio.
Depois de dois meses, isso responde a pergunta que quase nenhum negócio pequeno sabe responder: qual canal traz cliente que fecha, e não só contato. O raciocínio está em como acompanhar leads de marketing.
Quando as etiquetas ficam pequenas
Elas resolvem bem até algumas dezenas de conversas ativas, com uma pessoa atendendo. Os limites aparecem quando mais de uma pessoa precisa ver a mesma lista, ou quando você quer o histórico fora do aparelho.
Nesse ponto, o passo seguinte é um painel de atendimento, que faz a mesma coisa sem depender do celular de ninguém.
Como fazer o hábito pegar
A maior parte das pessoas cria as etiquetas, usa por três dias e abandona. O que sustenta o hábito é amarrar a marcação a um gesto que você já faz: ao fechar a conversa, antes de sair da tela, etiqueta.
Ajuda também começar pequeno de verdade. Se cinco parecer muito, comece com duas: "esperando resposta minha" e "esperando resposta dele". Só essas duas já mudam a ordem do seu dia, porque separam o que depende de você do que depende do cliente. As outras três você acrescenta quando as duas primeiras virarem automáticas.
O que fazer com a etiqueta "sem retorno"
Ela costuma ser a maior lista depois de alguns meses, e é onde mora o dinheiro esquecido. A recomendação é tratar em bloco, uma vez por semana, em vez de olhar todo dia.
Reserve trinta minutos, abra a lista e mande retomada para quem entrou nela nos últimos quinze dias. Quem estiver há mais tempo entra em uma rodada mensal, com mensagem diferente. Isso transforma uma lista morta em rotina comercial, sem você precisar lembrar de ninguém.
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Falar sobre o meu agentePerguntas frequentes
Quantas etiquetas criar?
Cinco resolvem a maior parte dos casos. Se você sentir falta, acrescente uma de origem do contato antes de criar qualquer outra.
As etiquetas ficam visíveis para o cliente?
Não. Elas são internas e só você enxerga.
Perco as etiquetas ao trocar de celular?
Elas acompanham o backup da conta, mas depender disso é arriscado. Histórico comercial importante não deveria morar só no aparelho.
Dá para etiquetar conversas antigas?
Dá, mas comece só pelas ativas dos últimos 30 dias. Etiquetar o histórico inteiro consome horas e rende pouco.